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domingo, 11 de janeiro de 2009

A Festa, o Carnaval e a Pirataria "Legalizada"

Estamos em pleno mês de janeiro, aproximando-se das festividades alusivas a padroeira dos católicos (Nossa Senhora dos Navegantes) e dos festejos carnavalescos. É um período importante para a cidade e sua gente, afinal a devoção a Nossa Senhora é muito grande e o carnaval faz parte da história cultural de nosso povo. Somos visitados por romeiros, veranistas e turistas que deixam por aqui um pouco de seu dinheiro. 

Comércio Lucrativo

Ao longo das últimas décadas vimos crescer o comércio em torno destas festas em função do grande acesso do público. Tornou-se um meio de ganhar dinheiro: para a Igreja aumenta a arrecadação, para os ambulantes aumenta a renda. Entretanto, o que ocorre, num pano de fundo que não é visto pela população, é o ganho de pessoas/empresas, que se utilizam do comércio ilegal de produtos contrabandeados que são oferecidos e vendidos na festa. Em uma explicação mais clássica e conhecida de todos: é a grande feira da pirataria que se instala em Navegantes nas suas principais praças e ruas.

Produtos “importados”

Os produtos comercializados vão de roupas, calçados, bijuterias, CDs, DVDs, pilhas, eletrônicos e até produtos alimentícios como lanches e sorvetes. Tudo na ilegalidade.

Entretanto, se algum comerciante de Navegantes resolver comercializar DVDs piratas, por exemplo, receberá, com toda certeza, a visita da Polícia. Isso ocorreu durante o ano de 2007 por determinação do Ministério público Estadual. Todas as Vídeo Locadoras da cidade tiveram que provar que seus produtos eram originais e não pirateados. A fiscalização da Receita Estadual também não perdoa e exige que se trabalhe na legalidade. Isso está correto. Mas, estes que se apossam das nossas vias públicas não precisam pagar alvarás, impostos e respeitar as regras? 

Os Prejudicados

É num momento como estes que os pequenos e médios empresários de Navegantes se perguntam o porquê de pagar impostos. Afinal, um verdadeiro batalhão trazido por caminhões e ônibus velhos vem, na calada da noite, instalam-se em locais cedidos e protegidos pelo poder público e, muitas vezes, com a bênção da Igreja.  É neste momento do ano em que os comerciantes locais pensam que vão faturar um pouco mais para pagar os impostos, gerar emprego e renda é que as vendas caem. Quem perde não são apenas os comerciantes, mas o município com a diminuição de impostos e os trabalhadores locais.

Também os nossos artesãos e trabalhadores autônomos perdem, porque seus trabalhos são “engolidos” pelo “brilho dos produtos” e pelos preços atrativos dos importados de quinta categoria.

É possível fazer diferente?

Imagine você uma festa, um carnaval com estandes montados com produtos e produtores da nossa terra. Ao invés dos importados de quinta categoria, produtos originais, com nota fiscal e tudo. Na área de alimentação poderíamos ver nossas lanchonetes, restaurantes e pizzarias oferecendo seus produtos com respeito às exigências da Vigilância Sanitária. Nossos artistas, especialmente os artesãos, deveriam receber um lugar de honra para exporem nossa arte. Os sorvetes seriam de nossas sorveterias locais e as lojas de roupas e calçados teriam também o seu espaço. Esta reflexão não pode parar, é preciso aprofundar. Aguarde a enquete que faremos sobre este assunto. Deixe você também a sua opinião neste blog. Não se omita.

2 comentários:

Anônimo disse...

Esperamos que a administração atual realmente trabalhe contra a pirataria pois, é crime, porque, todo mundo já sabe, e nós comerciantes da área merecemos o devido respeito das autoridades de nosso município.

Anônimo disse...

Esperar alguma atitude da administração pública é fazer-se crer ser "alice no país das maravilhas" vai sonhando, vai...